A Rui Freire – Fine Art apresenta The Endless Summer, uma exposição colectiva que reúne obras de artistas modernos e contemporâneos, cruzando linguagens, suportes e geografias.
A mostra convida a um percurso onde a abstração, o gesto e a memória se entrelaçam numa evocação sensorial do verão não como estação, mas como estado de espírito.
Entre os destaques encontram-se as composições mentais de Maria Helena Vieira da Silva, com L’Inondation (1954), e o lirismo táctil das cerâmicas e guaches de Bela Silva, como Sunset II (2025).
A pintura precisa e silenciosa de Pedro Quintas estabelece um contraponto à gestualidade de Jorge Nesbitt, cujas figuras evocam mitologias interiores.
Bruno Castro Santos apresenta a sua série Mandala, com obras dobradas em papel artesanal que fundem estrutura e vibração cromática.
As colagens de Jean-Charles de Ravenel, feitas a partir de gravuras botânicas, mapas antigos e ícones modernistas, criam constelações de memória e vanguarda.
O traço arcaico e sensual de Roberto Ruspoli revela-se em obras sobre papel como Achille e Paris, enquanto Sebastião Lobo explora a escultura em fio de cobre entre suspensão e leveza.
A presença histórica de Árpád Szenes, com Le Cercle (1979), e a verticalidade totemista da escultura de Rui Matos completam esta cartografia do gesto e da forma.