Manuela Marques

Manuela Marques, licenciada em literatura moderna na Paris III, Sorbonne Nouvelle, descobriu a sua paixão pela fotografia, que considera uma nova gramática visual.
Influenciada pelo estruturalismo, a artista empreendeu um trabalho inovador, criando constelações e redes de imagens para explorar as estruturas constituintes da imagem e compreender o seu significado global. Ela explica: "De certa forma, isto corresponde a um inventário das estruturas constituintes da imagem, com o intuito de compreender o seu significado global."

Manuela Marques partilha também a sua visão única da fotografia: "Tenho, sem dúvida, a sensação de que a imagem pré-existe no momento da captura. A imagem é, para mim, anterior à sua materialização diante da objetiva. Acredito, com efeito, que transportamos uma paisagem dentro de nós antes que ela se nos apresente."
 
Manuela Marques já apresentou o seu trabalho em diversas exposições individuais desde 1992, incluindo no Museu André Malraux, em Le Havre, no Centro de Arte do Domaine de Kerguéhennec e no Museu Nacional de Arte Contemporânea de Lisboa. Ela é também a vencedora do prémio Besphoto 2011, e o Museu Coleção Berardo, em Lisboa, acolheu o seu trabalho nessa ocasião. A sua obra tem suscitado a admiração de muitos críticos de arte e historiadores, tais como Gilles A. Tiberghien, Michel Poivert, Sérgio Mah, Jacinto Lageira, Lisette Lagnado, Léa Bismuth e Emilia Tavares. Foram dedicadas várias monografias ao seu trabalho, publicadas pelas Edições Marval e Loco Éditions, em Paris.