Heimo Zobernig é uma figura fundamental na arte contemporânea europeia. Desde a década de 1980 que desenvolve uma prática polimórfica que abrange a pintura, a escultura, a instalação, o vídeo e a performance, fundamentada num constante envolvimento crítico com as linguagens do modernismo, do minimalismo e da curadoria de exposições.
A obra de Zobernig revisita a abstração geométrica e os ideais funcionalistas, subvertendo subtilmente a sua autoridade através da deslocação, da ironia e da precisão conceptual. As suas pinturas e instalações são indissociáveis do seu contexto arquitetónico, ativando o espaço através da cor, da escala e do material, ao mesmo tempo que questionam como o significado é construído e percebido.
Representou a Áustria na Bienal de Veneza em 2015, após importantes exposições individuais no Museo Reina Sofía (Madrid, 2012) e no Museum Ludwig (Colónia, 2016), entre outros, entre os quais Kunsthaus Bregenz, Mudam Luxembourg e Malmö Konsthall. O seu trabalho destaca-se pela sua capacidade de transformar vocabulários modernistas em campos abertos de experimentação — rigorosos, mas lúdicos; intelectualmente exigentes, contudo imediatamente acessíveis.
