Josh Sperling é um artista norte-americano cuja prática transita fluidamente entre a pintura, a escultura e o design. Inspirando-se no legado do minimalismo das décadas de 1960 e 1970, revisita a precisão geométrica e os sistemas cromáticos com uma energia distintamente contemporânea, lúdica, arquitetónica e sensorial.
Sperling começa por construir suportes complexos de contraplacado, que depois cobre com tela esticada e pinta em combinações de cores ousadas e saturadas. As suas formas características – arcos, ondas, espirais e estruturas modulares – projetam-se da parede, criando uma ambiguidade entre a bidimensionalidade e o volume. A pintura adquire presença física, enquanto a escultura retém a imediaticidade frontal de uma imagem.
Ao longo das suas séries, a repetição e a variação geram ritmo, conferindo à obra uma qualidade intuitiva, quase musical. A cor atua como uma força motriz, ativando tanto o objeto como o espaço envolvente. Em contraste com a neutralidade do minimalismo histórico, Sperling abraça a intensidade cromática e o prazer visual, estabelecendo afinidades com o design e a cultura pop. Esta pesquisa formal estende-se ao mobiliário, reforçando um universo coerente onde a função e a abstração se intercruzam.
Representado pela Galerie Perrotin, Sperling expõe internacionalmente e o seu trabalho integra importantes coleções públicas em todo o mundo — de Nova Iorque a Paris, Hong Kong, Xangai, Seul, Bruxelas e Los Angeles —, incluindo obras em importantes coleções públicas como a Fondation Louis Vuitton (Paris), o Powerlong Museum (Xangai), o Rockbund Art Museum, o Arsenal Contemporary (Montreal) e o SCAD Museum of Art (Savannah).
