Nascido em 11 de Dezembro, 1890, em Centerville, no Wisconsin, Mark Tobey frequenta o Art Institute de Chicago. Foi nessa cidade que começou por trabalhar como retratista e desenhador na indústria da moda antes de se mudar para Nova York em 1911. Após a sua conversão à Fé bahá'í, em 1918, o seu trabalho toma uma nova direção e começa a explorar a representação do espiritual em arte.

 

Em 1922, Mark Tobey muda-se para Seattle e torna-se docente na Cornish School. O encontro com o pintor chinês Teng Kuei, que o introduz à caligrafia oriental, teve uma enorme influência no seu trabalho.

 

Em 1925, muda-se para Paris e viaja pela Europa e Médio-Oriente, onde descobre em 1926 a escrita persa e árabe. A sua estadia no mosteiro Zen de Kyoto foi decisiva para a realização das suas obras e para a criação da sua White Wrinting, onde símbolos caligráficos brancos ou de cores claras se sobrepõem em campos abstratos. Trabalhando num método mais contemplativo do que emocional, o artista acredita que a pintura deve passar pelo campo da meditação, e não pelos canais de acção.

 

Ao regressar a Seattle, funda a Escola de Arte Livre e Criativa, e vê os seus trabalhos serem apresentados por Alfred Barr no Museu de Arte Moderna de Nova York. Em 1934, parte para a China, a convite de Teng Kue,  antes de estudar pintura e caligrafia no Japão. Durante a década de 40 do séc. XX, uma geração mais jovem de artistas, incluindo Jackson Pollock, começa a utilizar uma abordagem geral de manuseio da pintura, pioneira em Tobey. John Cage, utiliza muitos dos preceitos presentes na pintura de Mark Tobey nas suas composições musicais e gráficas.

 

O Arts Club de Chicago concede-lhe exposições monográficas em 1940 e 1946. Mark Tobey expõe pela primeira vez o seu trabalho na galeria Marian Willard, de Nova York, em 1944. No ano seguinte expõe no Portland Museum of Art. Em 1951, o Whitney Museum, em Nova York, dedica-lhe uma exposição individual e a convite de Joseph Albers, Tobey passa três meses como orador convidado na Universidade de Yale. Nesse mesmo ano é organizada a sua primeira retrospetiva no Palace of the Legion of Honor em São Francisco. Em 1955 o artista expõe em Paris na galeria Jeanne Bucher.

 

Em 1958, Tobey obtém o Grande Prêmio de pintura da Bienal de Veneza e o Museu de Artes Decorativas de Paris dedica-lhe, em 1961, a primeira retrospetiva a um artista americano. A obra de Mark Tobey foi apresentada no Museu de Arte Moderna de Nova York, em 1962, no Museu Stedelijk, em Amsterdão, em 1966 e na National Collection of Fine Arts, em Washington, DC. em 1974. Em 2017 é-lhe dedicada uma importante retrospetiva na Peggy Guggenheim Collection em Veneza.

 

 Morre em 1976 em Basileia, na Suíça.